No livro “Sapiens: uma breve história da humanidade”, o autor apresenta o conceito de “realidades intersubjetivas” de forma brilhante, didática, belíssima e deliciosa; um conceito fundamental para entendermos o ser humano - na verdade a humanidade, como grupo coletivo. Porque um ser humano tomado individualmente não é tão impressionante assim como costumamos pensar.
Por favor, não me entenda mal: cada pessoa é única e tem todo um universo dentro de si1. O cérebro humano continua sendo uma das coisas mais sofisticadas que conhecemos no universo.
O que eu quero dizer é que o ser humano, tomado individualmente, é embaraçosamente parecido como seus colegas mamíferos mais próximos. Quando tomamos o ser humano dentro da coletividade, dentro das sociedades que construímos - aí sim é que a coisas fica especialmente, absolutamente fascinante.
O que eu vim aqui dizer é que o conceito de “realidades intersubjetivas”, explicada por Harari no referido livro, foi sintetizado por Raul Seixas, na décima faixa do disco “Gita”, intitulada “Prelúdio” e que só dura 1 minuto e 12 segundos e contém um única frase repetida algumas vezes:
Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade.
Diferentemente de grande parte das músicas do disco (cujas letras foram escrita em parceria com Paulo Coelho), essa é assinada exclusivamente por Raul, tanto letra quanto música. Fonte: biografia de Raul por Jotabê Medeiros.2
É só isso, kkkk. Boa noite.
Footnotes
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pretendo falar mais sobre isso em algum momento. ↩