Param além de todo a bagagem cultural que herdamos a respeito da natureza supostamente pecaminosa e indecente da prática sexual, existem algumas questões práticas que limitam a exploração desse prazeroso e fascinante universo.
A imaginação, porém, é livre para criar cenários hipotéticos, uma realidade onde essas limitações simplesmente não existissem. Na minha, essa utopia teria três elementos:
Morte às IST
As ISTs são obviamente uma limitação prática para a nossa exploração sexual. Não tem como saber com certeza se determinado parceiro(a) tem alguma - e não existe método que projeta contra todas. Portanto, essa seria a primeira barreira a cair.
Reprodução e fertilidade
A possibilidade real, em uma relação heteroafetiva, da experiência sexual resultar inadvertidamente numa concepção, se não representa um impedimento graças aos métodos contraceptivos, por outro lado não deixa de causar alguma ansiedade, porque nenhum método é absolutamente eficaz. Então a segunda muralha a cair seria esta: a de que cada pessoa poderia escolher a qualquer momento se a cópula teria ou não a possibilidade de ser frutífera no sentido da concepção. Imagine um botão de liga/desliga que pudesse ser acionado a qualquer momento. Esse é o segundo elemento.
Disponibilidade
Ah, o terceiro é o melhor: e aquele pelo qual serei impiedosamente repreendido, kkk.
Imagem que todos os casais existentes na face da terra agora se desfizessem - e que todas as memórias associadas a esse relacionamento e aos precedentes desaparecessem. Naturalmente, estamos nos limitando a casais sem filhos (de sangue ou afetivos). Não pressuponho a manutenção desse elemento: as pessoas poderiam escolher formar novos casais. Mas seria uma grande reset e começaríamos do zero. Um green field em que as possibilidade seriam vastas.
Talvez fosse interessante viver nesse mundo por alguns dias… Talvez algumas semanas - ou meses.